h1

Carros elétricos são o futuro?

fevereiro 12, 2010

Carro elétrico na 23 de maio

23 de maio hoje. Foto do @dysprosio

Essa é São Paulo hoje. Congestionada, poluída, cheia de automóveis por todos os lados. Mas você já imaginou a Sampa de amanhã? Uma cidade em que o barulho e a poluição dos automóveis a combustão interna não existe? Onde só existem carros elétricos que não emitem poluentes no uso? Se você quer ver a Sampa dos carros elétricos, clique e leia o resto deste post.

Carro elétrico na 23 de maio

23 de maio em futuro de carros elétricos

Não, a foto não está errada. A São Paulo dos carros elétricos continua congestionada. Por um motivo muito simples: continuaremos a ter carros demais nas ruas. O carro elétrico poderá melhorar a poluição atmosférica nas cidades, mas não resolverá o problema da mobilidade urbana.

É por isso que o carro elétrico não é solução, embora seja parte dela. Não adianta fazer como a Rosana Jatobá e esperar o futuro chegar para começar a poluir menos, ocupar menos espaço nas vias, vender seu SUV.

Tudo bem, a única maneira de resolver o problema do trânsito nas cidades é por meio de investimentos em alternativas aos automóveis (movidos a combustão interna, híbridos, elétricos, Mr. Fusion ou antimatéria, são todos transportes individuais), e essa grana fatalmente vem da sociedade como um todo – passando pelo governo. Mas isso não quer dizer que não possamos fazer nossa parte desde já. A própria Rosana sugeriu um caminho: usar a bicicleta para trajetos curtos. Mas existem outras soluções, como usar ônibus, metrô, caminhar, táxi. Reinvindicar melhorias para todos. Respeitar pedestres e ciclistas no trânsito. Ao menos dirigir um carro menor, menos poluente e evitar usá-lo sozinho.

A mensagem que deve ficar é a mesma deste post: o carro elétrico não irá nos salvar. Não o use como desculpa. O importante é saber abrir mão do supérfluo e redescobrir o que é necessário.

:::

Texto inspirado por este post na World Streets.

About these ads

6 comentários

  1. Carro elétrico não é solução para o transito de São Paulo (e de nenhuma metrópole), é como trocar 6 por meia dúzia. Também não parece razoável tentar melhorar o trânsito da cidade com medidas “alternativas” como bicicletas, andar à pé, carona, etc. Como vivemos em um mundo dual, vejo somente estas duas soluções polarizantes:
    1- Um grande investimento em transporte público, como ônibus, metro, trens de superfície, mas com tarifas competitivas, mesmo que subsidiada.
    2- Uma grande reforma do sistema viário, com planejamento e reforma dos principais corredores da cidade. Aliado a uma restrição importante do estacionamento nas principais vias.
    Atualmente uma viagem curta de carro é mais barata que uma passagem de ônibus ou metro, que aliás frequentemente estão lotados, e parar o carro em vias secundárias ou mesmo principais é fácil.
    Proponho uma grande reforma de fluxo nesta cidade, dificultando carros estacionados impedirem o trânsito, estimulando o usuário a utiliZar o transporte coletivo, que terá que dar conta.
    Com isso teremos menos carros circulantes (dificil estacionar nas vias e os já caros estacionamentos particulares) com maior fluxo das vias e maior viabilidade de uso de transporte coletivo.
    Enquanto pensamos em reduzir o número de carros circulantes e o aumento do transporte coletivo, a política do governo federal continua a estimular a produção de carros, reduzindo impostos, juros, etc. Nosso governo federal parece que não enxerga que as grandes metrópoles deste país estão trancadas, com trânsito infernal, enquanto ficam colocando dinheiro ( muito dinheiro) em programas sociais assistenciais eleitoreiros sem retorno e sem mudar efetivamente nada.


  2. [...] do Quintal: Espaços públicos como políticas públicas Ônibus lotado? Culpe o automóvel. Carros elétricos são o futuro?Vocês têm relógio, nós temos tempo É preciso caráter! Entrevista com Enrique Peñalosa [...]


  3. Andar a pé como solução para reduzir o tráfego e a poluição, não só é razoável como é perfeitamente natural, afinal de contas foi assim que a humanidade evoluiu. Ora, se são recomendados pelo menos uma hora de caminhada por cinco vezes na semana, andando a seis quilômetros por hora dá para deixarmos de andar de veículos poluidores em cerca de trinta quilômetros por semana. Multiplique isto por milhões de habitantes de uma metrópole e você verá uma significativa redução do trafego de veículos, das mortes por infarto, derrame e cânceres na população, entre outros benefícios.
    Agora imagine se incluirmos a bicicleta que anda a vinte quilômetros por hora? então cada um de nós poderia ter uma autonomia de duzentos quilômetros por semana, acredito que esta autonomia corresponda a quase noventa por cento das minhas necessidades de deslocamentos (e penso que da necessidade da grande maioria das pessoas).

    Esdras Ferreira


  4. Adorei essa ideia!!!
    Muito boa para o planeta terra!!!
    ass ketlynde roi das ostras
    bjsss!!!


  5. [...] além, muito além da vontade em resolver o problema dos congestionamentos causados pelos carros (inclusive os elétricos, para não nos enganarmos com [...]


  6. Bicicleta é realmente uma alternativa muito interessante para São Paulo. Tem cidades da Holanda que alcance 55% dos trjetos de bicicletas. Não precisa chegar nisso mas tem uma possibilidade de aumentar esse modal muito grande, fazendo ciclovias seguras. Por enquanto só vimo um início. A fabricação de várias ciclovias imperfeitasmas mais seguras do que nada…



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 100 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: