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Lurk before you post

março 25, 2011

Lurker with lasers: soon!

Lurker with laseres: Soon!

No meio da minha pesquisa, que deu origem ao TCC sobre mídias socias e políticas públicas, tropecei em uma regra não escrita da web que, sem perceber, sempre adotei: lurk before you post. Ou seja, ronde antes de postar. A ideia é simples: antes de entrar no jogo, é preciso entender as regras que o regem. E não estou falando de leis e afins. O lance são as regras não escritas de cada comunidade, fórum, ferramenta, sociedade.

Nas comunidades da web 2.0, o padrão é que 20% das pessoas é responsável por 80% das contribuições (lei de pareto). Isso significa que a maioria das pessoas nem mesmo escreve ou participa. Fica ali, observando ou nem mesmo acesso a ferramenta (as contas inativas).

Daí que eu fiquei pensando: com sustentabilidade a regra também vale, mas ela não costuma ser seguida. Muita gente fala, fala, fala mas tem pouco ou nenhum conhecimento de causa. Quem lembra do SWU, o maior festival brasileiro de greenwashing? Um festival que se diz sustentável erra de cara: sequer oferece bebedouros pra quem quiser utilizar garrafas reutilizáveis. Aliás, com requintes de capitalismo mórbido: a garrafa de água (descartável) tinha míseros 330 ml e custava 4 reais. Por sinal, à época, cheguei a indagar pelo Twitter sobre a existência de água filtrada e fui solenemente ignorado.

E aí, @swubrasil: não pode mesmo entrar com garrafas reutilizáveis? Vai ter bebedouro ou só água engarrafada? http://ow.ly/2L0y0

A pergunta ao SWU

E aí, @swubrasil, ainda estou esperando a resposta: pode ou não pode levar garrafa de água pra encher no festival? Ou tem bebedouro?

Cobrando a resposta do SWUBrasil

Enquanto ignoravam minha pergunta justa pelo Twitter sobre a sustentabilidade do festival, do outro lado mandavam email pra mim, pedindo que eu divulgasse o Fake mob deles, que nada mais era do que uns atores contratados para se infiltrarem na Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro e filmar um monte de gente supostamente participando do “movimento”. Tudo em troca de um par de ingressos. Feliz eu que não topei. :P

Aí entra outra historinha. Como eu contei lá em cima, eu apliquei essa regra não dita sem querer. E o motivo é claro: um grande medo de falar bobagem. Antes mesmo de pensar em começar esse blog, passei 1 ano lendo praticamente todos os posts e textos que caíam na minha mão sobre o tema. O Treehugger, por exemplo, tem coisa de 20 posts diários. Eu lia todos. E é só um exemplo. Porque ainda assim eu falo merda, mudo de opinião. Aprendo sempre. O que eu falava 3 anos atrás sobre bikes, por exemplo, mudou bastante. Se eu era defensor ferrenho do capacete, hoje passo longe do seu uso. Se, inicialmente eu postava umas dicas e truques pra ser sustentável (que até hoje é um dos posts mais acessados do Quintal), hoje eu sou até meio contra simplificar as coisas assim: isso é coisa da Rede Globo. :P

Resumindo: #ficadica pra quem quer falar de sustentabilidade. Não fale, escute. E saiba, acima de tudo: você vai mudar de opinião, se arrepender de ter falado algo antes que discorda hoje. Isso é normal e, acredito, é parte do processo de aprendizagem. Digo mais: sustentabilidade tem tudo a ver com transparência, então se você pensa diferente hoje, não tem nada de errado em admitir. :D

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Em tempo: desculpem o tempo sem posts, ando enrolado com vários projetos, mas isso aqui não vai ficar largado não.

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2 comentários

  1. A certeza em tudo é um sinal da pouca maturidade, e o preço para finalmente titubear à uma resposta rápida é envelhecer, é assim.

    Então, quem mais coisas viu e ouviu e refletiu sobre elas, é justamente talvez quem terá uma resposta mais ampla, aparentemente vaga e sem foco, e pouco sedutora pela difusão que causa na cabeça do interlocutor.

    Sempre me assombrou o silêncio de alguns velhos. Não falo do dementes, alienados pelas degenerações do tempo, mas daqueles que assistem a vida como expectadores privilegiados que conhecem o final de centenas de filmes. São pessoas que observam a vida quietas, talvez seja por cansaço, ou por saberem que suas feições e fragilidade lhes tira crédito no falar.

    Assim como quando vemos um bebê tateando um copo, intrigado, assim nos vemos todos uns aos outros, em estágios diferentes de compreensão do todo. Me deixa tatear o meu copo, por favor…

    Abraço, Mr. Vitor

    Márcio Campos


  2. Concordo; Eu prefiro seêr essa metamorfose ambulante!
    abs



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