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	<title>Quintal - Ideias para um mundo melhor</title>
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		<title>O dia em que o Congresso virou praça pública</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 18:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segunda-feira, 17 de junho de 2013. Enquanto centenas de milhares de pessoas tomavam as ruas de Rio, São Paulo, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras, eu estava em Brasília, acompanhando/participando das manifestações em frente ao Congresso Nacional. Não tem sido fácil estar longe de Sampa quando as pessoas estão tomando as ruas &#8211; e não [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1472&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, 17 de junho de 2013. Enquanto centenas de milhares de pessoas tomavam as ruas de Rio, São Paulo, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras, eu estava em Brasília, acompanhando/participando das manifestações em frente ao Congresso Nacional.</p>
<p><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-41-14.jpg"><img class=" wp-image" id="i-1522" title="País mudo não muda" alt="País mudo não muda" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-41-14.jpg?w=455&#038;h=323" width="455" height="323" /></a></p>
<p>Não tem sido fácil estar longe de <strong>Sampa quando as pessoas estão tomando as ruas &#8211; e não é Carnaval.</strong> Mas conhecer as manifestações de rua em outra cidade, tão singular quanto Brasília, tinha seu próprio apelo.</p>
<p>E confesso: ao encontrar as mais de 5 mil pessoas (números são, como sempre, controversos) em frente ao Congresso, senti um misto de excitação e frustração. Excitação por estar, pela primeira vez, em uma situação que só tinha visto na TV. Por estar, mesmo que de longe, apoiando as pessoas de casa, há mais de mil quilômetros de distância.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 465px"><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-33-311.jpg"><img class=" wp-image" id="i-1519" title="O fosso que separa o povo" alt="O fosso que separa o povo" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-33-311.jpg?w=455&#038;h=284" width="455" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">O fosso que separa o povo</p></div>
<p>Frustração por saber que o Congresso estava vazio, era só a PM, a mídia e uma meia dúzia de servidores públicos que nada tinham a ver com a história. De que não íamos parar cidade alguma daquela forma &#8211; 5 mil pessoas nesta cidade sem escala humana é o mesmo que nada. Por entender que, quiséssemos parar tudo, deveríamos partir para outras vias, como o Eixão ou a W3.</p>
<p>Foi quando um grupo, que estava dentro do espelho d&#8217;água, começou a jogar água na polícia. Senti o início da confusão se aproximando, a mídia logo atrás da PM, filmando tudo. Pensei: provocar pra quê? E foi, ato contínuo, o que comecei a ouvir do resto dos manifestantes: &#8220;Não provoca, não provoca&#8221; &#8220;Sem violência&#8221;. O grupo continuava (e chegou a responder que saíssemos da arquibancada) e comecei a notar que não era na polícia que jogavam água. Era na mídia, escondida pela barreira policial. A mesma mídia que esperava um ato do tal vandalismo, de violência desse público que, na prática, estava lá sem intenções violentas. <strong>O grupo, de um jeito pueril e divertido, vaiava a mídia tradicional, que já não podia esconder manifestações que furavam seu bloqueio e respingavam tuítes, vídeos e fotos por toda a sociedade.</strong></p>
<p>Senti um impasse: para onde iria a manifestação? Estávamos já em frente ao Congresso (vazio), eram 20h da noite, fome e o cansaço começavam a bater. Resolvi ir embora. E aí algo novo, inesperado aconteceu: o grupo, ainda molhado, saiu das águas e subiu a colina, começou a invadir o teto do Congresso.Parei, tenso. Nas sombras, era possível ver o choque, à espera de uma ordem superior. Comecei a fotografar e filmar, à espera de um confronto. Mas ele não aconteceu. Aos poucos, os manifestantes foram tomando todo o espaço e o Choque recuou, sem atacar. O povo tomava o Congresso.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 444px"><a href="http://instagram.com/p/arm6TYme9s/#"><img class=" wp-image" id="i-1503" title="&quot;O povo em Brasília foi gigante&quot; - Rafael Georges" alt="&quot;O povo em Brasília foi gigante&quot; - Rafael Georges" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/e2b2bc70d7b311e28e0922000a9f1335_7.jpg?w=434&#038;h=434" width="434" height="434" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;O povo em Brasília foi gigante&#8221; &#8211; Rafael Georges</p></div>
<p>Depois de algum tempo, desceram a rampa e eu, de olho na Polícia, que parecia estar num misto de tensão e estarrecimento, os segui e subi a rampa. O que vi foi algo que nunca imaginei presenciar, ainda mais em uma cidade tão pouco humana quanto Brasília: <strong>o teto do Congresso virou Praça Pública, e as pessoas sentavam e conversam, tiravam fotos, gritavam palavras de ordem, cantavam o Hino Nacional.</strong></p>
<p>Enquanto isso, no gramado, um grande grupo gritava e cantava e sorria e se estarrecia também com o próprio feito. Ninguém quebrou nada. Ninguém estragou nada (exceto, talvez, a grama), não houve violência. Logo, funcionários de terno e gravata se juntavam, caminhavam, ocupavam um espaço que, muito provavelmente, nunca havia pisado antes.</p>
<p>Se antes eu me frustrei por não parar a cidade, agora entendia algo maior. É simbólico que o povo ocupasse, naquele momento, o Congresso Nacional e o transformasse em praça. Mas era também simbólico que em Rio e São Paulo o mesmo acontecesse.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 465px"><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-34-22.jpg"><img class=" wp-image " id="i-1517" title="Tomada da Bastilha" alt="Tomada da Bastilha" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/photo-18-06-13-12-34-22.jpg?w=455&#038;h=342" width="455" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">O sofá invadiu as ruas</p></div>
<p>Não irei cair nos lugares comuns de que o &#8220;Brasil acordou&#8221;, ou que &#8220;Saímos do Facebook&#8221;.  E não faltou um certo ufanismo, de cantar o Hino Nacional e &#8220;Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor&#8221;. Podia ser final da Copa do Mundo, Brasil campeão. Mas, no meu entender, muita gente se mobilizou por que o Brasil ainda é um lanterna em muita coisa que importa (insira saúde, educação, desigualdade e afins).</p>
<p>O que vejo é uma nova mistura entre o Ativismo de Sofá e aquele das ruas, que se retroalimentam e movimentam um grande número de pessoas. Para quê, ainda não dá pra saber. Da minha perspectiva, é muito interessante a ideia de que as pessoas começam a <a href="http://nossoquintal.org/2009/09/16/para-que-serve-uma-cidade/">descobrir as ruas</a>, seja <a title="Pra que serve a polícia ou pelo direito de se manifestar" href="http://nossoquintal.org/2011/11/29/pra-que-serve-a-policia-ou-pelo-direito-de-se-manifestar/">para fazer política</a>, <a title="Por um mundo mais lúdico. E mais lúcido" href="http://nossoquintal.org/2010/08/25/por-um-mundo-mais-ludico-e-mais-lucido/">seja para dançar</a>.</p>
<p>Pra mim, são ambos <a title="Sobre porque o Carnaval é fundamental" href="http://nossoquintal.org/2011/06/09/sobre-porque-o-carnaval-e-fundamental/">fundamentais</a>.</p>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/'>Cidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/geral/'>Geral</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/vida-ludica/'>Vida lúdica</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/17j/'>#17J</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/bsb/'>#BSB</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/protestos/'>#protestos</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sp17j/'>#SP17J</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/brasilia/'>Brasília</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/congresso-nacional/'>Congresso nacional</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sao-paulo/'>São Paulo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/tomada-da-bastilha/'>Tomada da Bastilha</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1472/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1472&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lágrimas por São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 17:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1468" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.lost.art.br/protesto_sp_130613.htm"><img class="size-full wp-image-1468" title="Foto: Lost Art" alt="016_lost_art_br_protestsp" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/016_lost_art_br_protestsp.jpg?w=450&#038;h=299" width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Lost Art</p></div>
<p>Ontem, eu não estava no protesto. Eu não respirei o gás lacrimogêneo, mas as lágrimas teimaram em correr. Eu não estava em Sampa, não enfrentei bombas de efeito (i)moral, não enfrentei balas de borracha. Mas sinto um nó na garganta.</p>
<p>Ontem, correram lágrimas de tristeza, em solidariedade a amigos e desconhecidos que enfrentaram a nuvem da violência policial. Os tiros repressores de um Estado que não quer ser contestado. Um Estado (seja qual for o partido) que vem se tornando cada vez mais ditatorial. Dois partidos que são o mesmo, a esquerda e a direita que, na prática, vivem na arrogância de que devem continuar no poder e, de cima para baixo, ditar o que é para o bem da população. E o povo deve engolir a verdade.</p>
<p>E ontem, correram lágrimas de orgulho. Lágrimas que não consigo reprimir. Que não quero reprimir. Ontem o povo cuspiu de volta os abusos que vem sofrendo. Escorreram lágrimas de respeito pelas milhares de pessoas que se levantaram, que se colocaram frente ao Estado e disseram: não mais.</p>
<p>Minhas lágrimas agridoces são causadas pelo gás que não respirei. São obra da certeza de que não nos calaremos mais. De que, enfim, nos erguemos e que o Estado nos teme.</p>
<p>Em um momento não muito distante, aqueles que são a mão pesada do Estado irão se perguntar por que estão batendo em seus iguais. Irão para casa, após atirar uma bala de borracha em uma mãe, em uma criança, depois de atirar gás lacrimogêneo em um idoso dentro do próprio carro e não irão dormir. Pagarão a mesma tarifa da vergonha e entenderão. E então, o primeiro escudo irá cair, a primeira flor será aceita.</p>
<p>E nesse momento, venceremos.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/2hyjcbk.jpg"><img alt="Foto: Rodrigo Soares" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/2hyjcbk.jpg?w=450&#038;h=298" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Soares</p></div>
<p><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/wzzovjf.jpg"><img alt="WzZoVjF" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2013/06/wzzovjf.jpg?w=450&#038;h=450" width="450" height="450" /></a></p>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/'>Cidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/pilula-vermelha/'>Pílula Vermelha</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/protestos/'>#protestos</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/spj13/'>#SPJ13</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/spvaiparar/'>#SPvaiparar</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/onibus/'>ônibus</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/bala/'>bala</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/brasil/'>Brasil</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/escudo/'>escudo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/protesto/'>protesto</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sao-paulo/'>São Paulo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/tarifa/'>Tarifa</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/venceremos/'>venceremos</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1447/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1447&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A fome nossa de cada dia</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 13:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Campanha Cresça, em que estou trabalhando, busca melhores formas de crescer, compartilhar esse crescimento e conviver de um jeito mais igual. Para isso, precisamos investir em produtividade, resiliência e sustentabilidade dos pequenos produtores de alimentos, em especial as mulheres. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1426&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1428" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2012/03/2937scr.jpg"><img class="size-medium wp-image-1428" title="Vai uma laranja?" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2012/03/2937scr.jpg?w=300&#038;h=199" alt="Vai uma laranja?" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Vai uma laranja? - Foto de Gilvan Barreto/Oxfam</p></div>
<p>Já faz algum tempo que eu não posto aqui no Quintal, mas é por uma boa causa. Literalmente. É que no fim do ano eu me mudei para Brasília e comecei a trabalhar em uma organização voltada para a redução das desigualdades e erradicação da pobreza. Vim para o Planalto Central andar de <a title="Clica vai!" href="http://sorisomail.com/img/1303945157695.jpg" target="_blank">camelo</a> e colaborar na mobilização digital de uma campanha de segurança alimentar. <span id="more-1426"></span></p>
<p>A <a title="Cresça. Comida. Justiça. Planeta" href="https://www.facebook.com/CampanhaCresca" target="_blank">Campanha Cresça</a>, em que estou trabalhando, busca melhores formas de crescer, compartilhar esse crescimento e conviver de um jeito mais igual. Para isso, precisamos investir em produtividade, resiliência e sustentabilidade dos pequenos produtores de alimentos, em especial as mulheres. Aí você diz: pequenos produtores nunca darão conta de produzir comida para todo mundo. Bom, essa é a <a title="Monsanto do mal" href="http://www.youtube.com/watch?v=gkQN5gopWSU" target="_blank">mentira que a Monsanto quer que você acredite</a>. Você sabia que com apenas 24,3% das terras, a <a title="Censo: agricultura familiar produz mais em menor área" href="http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=3594546" target="_blank">agricultura familiar é responsável por 70% da produção do feijão, 87% da mandioca e 58% do leite?</a> Em média, 70% do que comemos vem desses produtores. Ou seja, com menos espaço, produz-se mais e gera-se muito mais emprego do que as grandes propriedades rurais industrializadas. Se você almoça arroz e feijão todo dia, é graças aos pequenos produtores rurais brasileiros, e não aos grandes.</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/CampanhaCresca"><img class="aligncenter size-full wp-image-1429" title="Abra a boca para acabar com a fome" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2012/03/oxfam_cresca_337x267.jpg?w=450" alt="Abra a boca para acabar com a fome"   /></a></p>
<p>O fato é que, nos últimos anos, a fome vem crescendo no mundo. Hoje são 1 bilhão de famintos &#8211; 5 vezes a população do Brasil. Nosso país, ainda que seja um dos mais desiguais do mundo (no <a title="Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120118_desigualdade_pesquisa.shtml" target="_blank">G20, só perde para a África do Sul</a>), é um dos poucos que está conseguindo avançar nessa questão. Diminuímos a fome em 1/4 em apenas 5 anos. Não é pouca coisa não: são<a title="Fome tem redução de 25% em 5 anos no Brasil, aponta IBGE" href="http://www.correiodoestado.com.br/noticias/fome-tem-reducao-de-25-em-5-anos-no-brasil-aponta-ibge_87641/" target="_blank"> quase 4 milhões fazendo 3 refeições por dia</a>.</p>
<p>Mas ainda falta muito. O pior de tudo é que não faltam alimentos. Estamos produzindo o suficiente, mas não sabemos distribuir. Muita comida se perde &#8211; cerca de 1/3 de tudo que é produzido. Só que, por diversas razões (como você pode ver no vídeo abaixo), a comida não chega a quem precisa.</p>
<p>Feita a introdução, e devo voltar a esse assunto outras vezes, convido você a curtir a página no facebook e compartilhar também. Venha participar desse debate e vamos construir um futuro sem fome. É só clicar na imagem da boca ou entrar <a href="http://facebook.com/CampanhaCresca" target="_blank">Facebook.com/CampanhaCresca</a>.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/DfmavV3LBfk?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/iFi-EMCcpy4?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/faca-voce-tambem/'>Faça você também</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/campanha-cresca/'>campanha cresça</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/cresca/'>cresça</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/facebook/'>facebook</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/fome/'>fome</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/miseria/'>miséria</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/oxfam/'>oxfam</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pobreza/'>pobreza</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/seguranca-alimentar/'>segurança alimentar</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1426&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Abra a boca para acabar com a fome</media:title>
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		<title>Um rio de pobreza</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 12:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caroline Derschner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
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		<description><![CDATA[O Pinheiros é rio somente no nome. Na prática, vemos só o esgoto. Às margens do Rio Pinheiros, todo um mar de desenvolvimento. É uma das regiões mais ricas da cidade. Ali, no entorno do rio, deságuam investimentos bilionários. A riqueza flui para lá sem obstáculos, mas sequer toca no rio, a ponto de transformá-lo, como transforma o que há em suas margens.  E ali, naquele lugar, todos enxergam riqueza e prosperidade. Todos olham com orgulho para os prédios e novos empreendimentos que dali brotam com facilidade  - ninguém quer olhar para o rio e para a pobreza que ele perpetua.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1397&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1402" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/dark152/5861831496/in/photostream/"><img class="size-medium wp-image-1402" title="Ponto Estaiada" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/12/5861831496_3366e644ce.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Ponte sobre o rio" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Ponte Estaiada - Foto de Daniela S Nassetti</p></div>
<p><em>por Caroline Derschner</em></p>
<p>Me assusta o fato de que nossas sociedades não sabem lidar com a riqueza. Perpetuam e replicam a pobreza quase que inconscientemente. Rejeitam a prosperidade com ilusões de uma outra riqueza, a material, que é só meia riqueza, frágil e falsa quando sozinha. E como se não bastasse, edificam e constroem sobre ela. Nossos estranhos valores sobre a concepção de riqueza se desenham no próprio planejamento e ambientação das cidades, e em como elas se apresentam a nós. Um exemplo disso são os rios.</p>
<p>Qualquer cultura humana sabe (ou sabia) que a água é sua fonte de riqueza primordial, de onde vêm todas as outras. As sociedades e as cidades foram cunhadas no entorno de fontes de água. A qualquer época e em qualquer tempo, um grupo que sai em expedição para fixar moradia sabe, e sempre soube, que é próximo ao rio e à água que deve se instalar.<span id="more-1397"></span></p>
<p>Em São Paulo, não foi diferente. Assim como se passou com outros rios, o Rio Pinheiros foi um vetor de crescimento, ocupação e urbanização. Um vetor de riqueza. Só que hoje ele está morto. Um morto que não enterramos, como fizemos com outros rios enterrados vivos, que viraram grandes avenidas.</p>
<p>Nas culturas com maior conexão com a natureza, o rio é um presente. A fonte máxima de prosperidade, garantia de vida e estabilidade. Mas, veja só, o rio ainda é sinônimo de riqueza hoje, pois traz em si embutido as palavras: subsistência, transporte, turismo, clima, e inevitavelmente, riqueza, em todos os seus sentidos. Mas nós não vemos nenhuma dessas palavras, e em cima do Rio Pinheiros escrevemos apenas: esgoto, lixão.</p>
<p>O que piora um pouco tudo, é que a presença de um rio-esgoto, convivendo calmamente conosco, não diz outra coisa senão que matamos o rio e que convivemos com isso tranquilamente, como algo aceitável. Já faz parte da cidade conviver com um cadáver. O Pinheiros é rio somente no nome. Na prática, vemos só o esgoto.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/zZqAqak5bok?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>Às margens do Rio Pinheiros, todo um mar de desenvolvimento. É uma das regiões mais ricas da cidade. Ali, no entorno do rio, deságuam investimentos bilionários. A riqueza flui para lá sem obstáculos, mas sequer toca no rio, a ponto de transformá-lo, como transforma o que há em suas margens.  E ali, naquele lugar, todos enxergam riqueza e prosperidade. Todos olham com orgulho para os prédios e novos empreendimentos que dali brotam com facilidade  &#8211; ninguém quer olhar para o rio e para a pobreza que ele perpetua.</p>
<p><strong>Somos assustadoramente pobres.</strong></p>
<p>Perpetuamos a pobreza do fluído vital da cidade. Pelo acordo unânime de que não há recurso suficiente ou disponível para limpar o rio (sobre o qual ninguém se atreve a voltar atrás), segue uma sentença: “Há coisas mais importantes para cuidar do que o rio”. Que coisas são essas, que merecem o destino de nossos recursos?</p>
<p>Imagino que em algum momento da história demos o salto incontestável (rumo ao precipício) que nos libertou da natureza e nos fez independente dela, não é mesmo? Em algum momento deixamos de ser homens que construíam vilas e aldeias graças ao rio e nos tornamos outra coisa, que não depende mais disso.</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_1405" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a href="http://www.flickr.com/photos/henriquenunesfotografia/5731427842/sizes/l/in/photostream/"><img class="size-full wp-image-1405 " title="Aguas Claras do Rio Pinheiros" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/12/5731427842_6484e90610_b.jpg?w=450&#038;h=299" alt="A terceira margem do rio" width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">A terceira margem do rio - Foto de Henrique Nunes Fotografia</p></div>
<p>Quando exatamente abandonamos nossa condição humana nos tornamos super-homens? Afinal mudamos, nos tornamos outros seres, só a natureza continua a mesma, servindo bondosamente a nossa ingratidão.</p>
<p>Agora nós, seres civilizados, temos um novo cartão postal, símbolo da prosperidade e do crescimento de nossa cidade, no qual foi injetado prioritariamente uma considerável quantia de nossa riqueza (na direção certa? Quase, passou por cima!): uma ponte.</p>
<p>Uma ponte que chama mais atenção do que o próprio rio. Uma ponte para atravessar o rio, e deixá-lo para trás o mais rápido possível. Ou ficamos de um lado ou do outro, pois lá, perto dele, ao lado dele, ninguém quer ficar por muito tempo. Ninguém quer demorar seus olhos no horizonte daquele rio.</p>
<p>Estar lá, junto ao Pinheiros, agora nos parece uma experiência empobrecedora, que pouco a pouco talvez até nos tire algo.  Talvez a própria felicidade.  Talvez a própria compreensão de mundo.</p>
</div>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/meio-ambiente-2/agua/'>Água</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/geral/'>Geral</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/politicas-publicas/'>Políticas Públicas</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-caroline-derschner/'>por Caroline Derschner</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/esgoto/'>esgoto</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pinheiros/'>Pinheiros</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/planejamento-urbano/'>planejamento urbano</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pobreza/'>pobreza</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/poluicao/'>Poluição</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/rio/'>Rio</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sao-paulo/'>São Paulo</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1397/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1397&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ponto Estaiada</media:title>
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			<media:title type="html">Aguas Claras do Rio Pinheiros</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Pra que serve a polícia ou pelo direito de se manifestar</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/11/29/pra-que-serve-a-policia-ou-pelo-direito-de-se-manifestar/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 19:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo + Mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[por Vitor Leal Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[PM Paulista]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos EUA, a polícia tem um lema bastante claro, pelo qual é cobrada nas mais variadas situações: proteger e servir. Proteger a população. Servir a população. Mas aqui no Brasil, não existe essa noção. Não existe esse lema. O que existe é uma polícia que vem (ao menos em Sampa), sistematicamente, coibindo o direito de manifestação da população. Protegendo e servindo única e exclusivamente a elite medinho dessa cidade, aquela mesmo da Regina Duarte na eleição do Lula. A dos discursos bizarros da Soninha durante a campanha do Serra.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1384&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_1385" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/5540-pm-contra-matadores-de-aula#foto-103139"><img class="size-medium wp-image-1385" title="Polícia pra quem?" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/11/103139-970x600-1.jpeg?w=300&#038;h=185" alt="Polícia pra quem?" width="300" height="185" /></a><p class="wp-caption-text">Polícia pra quem? Foto de Apu Gomes/Folhapress</p></div>
<p>Você deve conhecer o famoso lema da polícia gringa: proteger e servir. Proteger a população. Servir a população. Mas aqui no Brasil, não existe essa noção. Não existe esse lema. O que existe é uma polícia que vem (ao menos em Sampa), sistematicamente, coibindo o direito de manifestação da população. Protegendo e servindo única e exclusivamente a elite medinho dessa cidade, aquela mesmo da Regina Duarte na eleição do Lula. A das incoerências da Soninha durante a campanha do Serra.</p>
<p>Temos uma PM que dispõe de 400 servidores públicos para bater e prender pouco mais de 70 estudantes na USP. Uma polícia que vai para a rua confrontar outros estudantes, que só reivindicavam o direito de acesso à cidade, quando o prefeito permitiu que a tarifa de ônibus chegasse a astronômicos 3 reais – enquanto colocava bilhões para alargar a Marginal Tietê, sem nenhum quilômetro de corredor de ônibus. Enquanto injetava centenas de milhões para uma ponte que virou símbolo de São Paulo: a Estaiada. Símbolo não porque aparece nos cartões postais, mas porque reforça a segregação que existe aqui: ela serve apenas ao rei automóvel, sem acesso para pedestres, que andam quilômetros a mais para atravessar de um lado a outro da Marginal, ou para ônibus, que devem continuar usando outras pontes. Ciclistas, nem precisa comentar. São milhões também para recapear vias nas imediações do Ibirapuera para um carro passar, no caso um F1.<span id="more-1384"></span></p>
<p>Enquanto a PM continua a coibir manifestações legítimas, que numa verdadeira democracia seria respeitada, motoristas continuam a beber e matar, em seus Land Rovers, Porsches e afins. Enquanto a PM desloca parte de seu efetivo para patrulhar alguns usuários de maconha na USP, assaltos ocorrem diariamente na Paulista, feitos pelos mesmo 3 garotos de bicicleta, que trocam Smartphones por pedras de crack no centro.</p>
<p>Enquanto tudo isso acontece, o pedestre precisa pedir licença para atravessar a rua. Enquanto <a href="http://www.preferenciaavida.com.br/programa-de-protecao-ao-pedestre/">7.000 pessoas são atropeladas por ano na cidade</a> e <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/sao-paulo-registra-quinto-mes-seguido-com-aumento-de-homicidios/n1597384306393.html">3500 são assassinadas</a>, a PM, acredite, aliada à Guarda Civil Metropolitana (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=tqtwn-uyej0">que entre outras funções, tem a de bater em mendigos</a>) e ao que parece ser um oficial do exército, enquadra, revista e trata como bandido garotos do Itaim Paulista que, PASMEM, <a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/5540-pm-contra-matadores-de-aula#foto-103147">estavam apenas matando aula</a>.</p>
<div id="attachment_1386" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/5540-pm-contra-matadores-de-aula#foto-103147"><img class="size-medium wp-image-1386" title="Perigosos assassinos de aulas" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/11/103147-970x600-1.jpeg?w=300&#038;h=185" alt="Perigosos assassinos de aulas" width="300" height="185" /></a><p class="wp-caption-text">Perigosos assassinos de aulas - Foto de Apu Gomes/Folhapress</p></div>
<p><strong>E você, já matou aula na vida?</strong></p>
<p>Enquanto tudo isso acontece, enquanto nossos governantes e seus servidores, PM e GCM, entram cada vez mais na esfera privada dos cidadãos paulistanos, audiências públicas são realizadas em horário comercial, e com duração e participação reduzida. A participação da população nas decisões que afetam sua vida é vetada. A prefeitura <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/05/03/promotor-considera-ilegal-construcao-de-tunel-entre-a-roberto-marinho-e-a-imigrantes/">insiste em construir</a> pontes e <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/07/26/manifestacoes-contra-mudancas-na-operacao-urbana-agua-espraiada-continuam/">túneis</a>, e ampliar rodovias. Insiste em construir monotrilhos que são <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2010/09/24/monotrilho-na-cidade-de-sao-paulo-solucao-ou-problema/">contestados pela população e especialistas</a>. A prefeitura tem <a href="https://www.facebook.com/MobilidadeJa">15 milhões à disposição</a> para iniciar um plano de mobilidade para a cidade, buscando trazer finalmente o acesso à cidade, mas nada faz.<br />
Por quê? Porque a grande verdade é que os grandes culpados pela repressão policial, e pela inação do poder público em questões cruciais para o bem-estar da população, são os playboys da USP, são os vagabundos do Itaim Paulista, são os desorganizados do Movimento Passe Livre, são o membros do <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/churrasco+de+gente+diferenciada+reune+centenas+de+pessoas+em+sp/n1596952519276.html">povo diferenciado que quer metrô</a>, são milionárias que não podem <a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/protesto-milionarias-de-bike-defende-ciclofaixa-em-sp.html">estacionar seus carros para fazer compras em Moema</a>. São todas essas pessoas que ao invés de se calar e obedecer aos herdeiros da ditadura, teimam em se levantar e contestar. Que insistem em sonhar com uma realidade melhor. Que só querem viver uma São Paulo, e um Brasil, melhor.</p>
<p>:::</p>
<p><a title="Para que serve uma cidade?" href="http://nossoquintal.org/2009/09/16/para-que-serve-uma-cidade/">Para que serve uma cidade</a></p>
<p><a title="Sobre porque o Carnaval é fundamental" href="http://nossoquintal.org/2011/06/09/sobre-porque-o-carnaval-e-fundamental/">Sobre porque o Carnaval é fundamental</a></p>
<p><a title="PM e Prefeitura de SP vão à caça de estudantes que matam aulas" href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1012529-pm-e-prefeitura-de-sp-vao-a-caca-de-estudantes-que-matam-aulas.shtml" target="_blank">PM e Prefeitura vão à caça de estudantes que matam aulas</a></p>
<p><a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/04/muito-alem-da-polemica-sobre-a-presenca-ou-nao-da-pm-no-campus-da-usp/" target="_blank">Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP</a></p>
<p><a title="Link Permanente para Truculência para todos? Mais sobre a USP" href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/10/truculencia-para-todos-mais-sobre-a-usp/" rel="bookmark">Truculência para todos? Mais sobre a USP</a></p>
</div>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/politicas-publicas/'>Políticas Públicas</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/ativismo/'>ativismo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/manifestacoes/'>Manifestações</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/mobilidade/'>mobilidade</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pm-paulista/'>PM Paulista</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/politicas-publicas/'>Políticas Públicas</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sao-paulo/'>São Paulo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/transporte-publico/'>transporte público</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1384/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1384&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitor Leal Pinheiro</media:title>
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			<media:title type="html">Polícia pra quem?</media:title>
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			<media:title type="html">Perigosos assassinos de aulas</media:title>
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	</item>
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		<title>A economia do botijão de gás</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/11/08/a-economia-do-botijao-de-gas/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 15:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo + Mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Pílula Vermelha]]></category>
		<category><![CDATA[99%]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
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		<description><![CDATA[Carolina Derschner é formada em comunicação pela PUC e fez o curso de Ativismo e Mobilização para Sustentabilidade comigo. Quando voltamos da imersão, propus que ela colaborasse de vez em quando com o Quintal. Ela topou e escreveu o post abaixo, que é, a meu ver, uma reflexão interessante sobre nossos preconceitos a respeito de quem vive abaixo da linha da miséria. Acho que, além do que ela disse, vale lembrar que existe uma grande diferença entre trabalho e emprego, mas esse fica pra um próximo post.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1373&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div><em><em></em></em></p>
<div id="attachment_1374" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/technosailor/3243454436/"><img class="size-medium wp-image-1374" title="Trabalho por comida" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/11/3243454436_0da608ea07_z.jpg?w=300&#038;h=199" alt="Troco trabalho por comida" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Troco trabalho por comida. Cortesia de Technosailor</p></div>
<p><em><a href="http://www.blogger.com/profile/17685829645519972049" target="_blank">Caroline Derschner</a> é formada em comunicação pela PUC e fez o curso de <a href="http://ativismo.org" target="_blank">Ativismo e Mobilização para Sustentabilidade</a> comigo. Quando voltamos da imersão, propus que ela colaborasse de vez em quando com o Quintal. Ela topou e escreveu o post abaixo, que é, a meu ver, uma reflexão interessante sobre nossos preconceitos a respeito de quem vive abaixo da linha da miséria. Acho que, além do que ela disse, vale lembrar que existe uma grande diferença entre trabalho e emprego, mas esse fica pra um próximo post. Acessem também os blogs dela: <a title="Um par de óculos" href="http://umpardeoculos.blogspot.com/" target="_blank">Um par de óculos</a> e <a title="O Beabá da mulher maravilha." href="http://www.obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/" target="_blank">O beabá da mulher maravilha</a>.</em></p>
</div>
<p>Já era de noite e eu estava na rua quando ela me parou. Tinha pouco mais que a minha idade, talvez uns três ou quatro anos a mais. Usava roupas em bom estado e tinha uma criança ao colo. Era bonita. Estivera andando o dia todo. E eu, naquele dia de sol forte, das poucas caminhadas que tinha dado, já sentia a cabeça doer. A moça me contou que estava procurando emprego de faxineira já fazia dias, e que estava morando na capital porque havia fugido do marido com suas crianças. Pude perceber a vergonha em seus olhos. Ela se desculpou por incomodar, mas disse que precisava urgentemente de um trabalho, qualquer que fosse, para comprar um botijão de gás e alimentar seus filhos no acampamento sem terra em que morava.<span id="more-1373"></span></p>
<p>Expliquei à moça que não poderia lhe contratar e que não sabia onde pudesse conseguir um trabalho, mas ofereci-lhe um pouco de dinheiro. Foi quando a moça, tomada por um sentimento de tristeza e resignação disse: “Não quero dinheiro moça.”. Ela precisava de um emprego, e sabia disso. Não queria pedir. Sabia também que o dinheiro dado no dia, não valeria tanto quanto a garantia de um trabalho. Seu bem mais caro e de maior urgência era o botijão de gás. R$ 45,00 – o preço de um dia de faxina segundo ela, e muito mal pago, por sinal. Disse-lhe para aceitar o dinheiro, se pudesse ajudar a comprar comida para a criança. Ela aceitou, mas com peso nos olhos, dinheiro não valia tanto quanto trabalho.</p>
<div>
<div id="attachment_1376" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://www.flickr.com/photos/brenopeck/358954104"><img class="size-medium wp-image-1376" title="Vergonha" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/11/358954104_f943fd2738_o.jpg?w=225&#038;h=300" alt="Vergonha" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vergonha. Foto de Breno Peck.</p></div>
<p>A história é semelhante a muitas outras, para quem vive em São Paulo, metrópole cujos bolsões de pobreza e histórias inacreditáveis, não são mais apenas bolsões &#8211; são a própria face escondida por trás de nosso modelo de progresso, escrita e estampada nas ruas da cidade. Talvez a história não choque, muitos de nós estão distantes da realidade de fugir às pressas de casa, deixando para trás o pai dos seus filhos e sumindo no mundo. Mas todos nós sabemos quanta razão tinha a moça em preferir um trabalho do que o dinheiro dado. Dinheiro que já havia recebido de outras pessoas em sua caminhada em busca de emprego. Essa sutil diferença entre ganhar dinheiro e receber dinheiro, determinaria para a moça, dois caminhos diferentes de vida a seguir. Provavelmente para seus filhos também.</p>
</div>
<p>Mais do que uma faceta de nossa sociedade, essa moça é um retrato de uma complexa situação socioeconômica brasileira, na qual, em escala ampliada, há uma parcela da população em boa situação social disposta a dar dinheiro, mas incapaz de oferecer um trabalho. Pessoas cuja renda capacita ao assistencialismo, mas não são capazes de replicar essa riqueza, provendo trabalho. Há muito mais domésticas oferecendo seus serviços, do que vagas para esse tipo de trabalho em uma metrópole como São Paulo. E é vergonhoso perceber como nossa organização social traz contrariedades tão grandes como essa: é possível doar para muitas  pessoas necessitadas, pois o excedente monetário viabiliza isso, mas não é possível absorver tantas pessoas para dentro de uma dinâmica de geração de renda e riqueza. Isso ainda vai mais além, pois é uma das profundas raízes do que chamamos pobreza endêmica em uma organização social.</p>
<div>Passamos então a repensar uma das muitas causas da pobreza, não como ausência de riqueza monetária produzida por um local (isso não é novidade), nem como disparidade de distribuição desta riqueza, de forma direta, mas como um desequilíbrio na organização do sistema de trabalho, se pensado como um ecossistema único e integrado.</div>
<p>Ainda na sociedade brasileira, confundimos dinheiro com riqueza, duas coisas muitas vezes integradas, mas diferentes. Em termos simples, riqueza é ter o que comer, ter saúde e viver bem. Dinheiro são notas que você guarda no banco, de valor simbólico e instável. Pois bem, a sociedade brasileira produz dinheiro, sua nova classe média e a classe alta possui mais dinheiro do que nunca possuiu, e mesmo assim a riqueza diminui. Enquanto isso, acostumado com uma noção parcial de crescimento econômico e riqueza, o Brasil caminha. Também caminha aquela moça, vendo sua riqueza no tão sonhado botijão de gás, muito mais do que no dinheiro assistencial que toda uma classe é capaz de lhe oferecer.</p>
<div>:::</div>
<div>Confira também o post:</div>
<div><a title="Enquanto o Brasil for desigual, seremos campeões em reciclagem" href="http://nossoquintal.org/2011/08/24/enquanto-o-brasil-for-desigual-seremos-campeoes-em-reciclagem/" target="_blank">Enquanto o Brasil for desigual, seremos campeões em reciclagem</a></div>
<div><a title="We are the 99%" href="http://apublica.org/2011/10/as-vozes-de-wall-street/" target="_blank">As vozes de Wall Street</a></div>
<div><a href="http://wearethe99percent.tumblr.com/" target="_blank">We are the 99%</a></div>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/pilula-vermelha/'>Pílula Vermelha</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/99/'>99%</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/emprego/'>emprego</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/miseria/'>miséria</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/necessidades/'>necessidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pobreza/'>pobreza</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/renda/'>renda</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/trabalho/'>trabalho</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1373/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1373&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitor Leal Pinheiro</media:title>
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			<media:title type="html">Trabalho por comida</media:title>
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			<media:title type="html">Vergonha</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Não vivemos em Copenhague</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/10/26/nao-vivemos-em-copenhague/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 15:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo + Mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[por Vitor Leal Pinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Crowdfunding]]></category>
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		<description><![CDATA[Num mundo ideal, o Bike Anjo não é necessário. Num mundo ideal, as ruas seriam seguras e completas: todos poderiam ir e vir sem se preocupar com os outros. Rotas de bicicleta seriam demarcadas no asfalto e nas placas. Calçadas seriam agradáveis aos pedestres e o transporte público seria eficiente, limpo e confiável.

O mundo ideal não é real. Ao menos ainda. Aliás, é tudo verdade quando dizem: não vivemos em Copenhague. Mas no passado, nem Copenhague era Copenhague. Foram necessários 30 anos de investimento na bicicleta, e políticas públicas focadas na mobilidade e que restringem o uso do automóvel para que a cidade das bicicletas se tornasse o que é.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1352&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nossoquintal.org/2011/10/26/nao-vivemos-em-copenhague/294174_235580213143929_235578366477447_617844_3033676_n/" rel="attachment wp-att-1354"><img class="alignleft size-medium wp-image-1354" title="Bike Anjo" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/10/294174_235580213143929_235578366477447_617844_3033676_n.jpg?w=300&#038;h=300" alt="Bike Anjo" width="300" height="300" /></a>Num mundo ideal, o <a href="http://bikeanjo.com.br">Bike Anjo</a> não é necessário. Num mundo ideal, as ruas seriam seguras e completas: todos poderiam ir e vir sem se preocupar com os outros. Rotas de bicicleta seriam demarcadas no asfalto e nas placas. Calçadas seriam agradáveis aos pedestres e o transporte público seria eficiente, limpo e confiável.</p>
<p>O mundo ideal não é real. Ao menos ainda. Aliás, é tudo verdade quando dizem: não vivemos em Copenhague. Mas no passado, nem Copenhague era Copenhague. Foram necessários 30 anos de investimento na bicicleta, e políticas públicas focadas na mobilidade e que restringem o uso do automóvel para que a cidade das bicicletas se tornasse o que é.</p>
<p>Não somos Copenhague, mas somos muito parecidos com Bogotá. <span id="more-1352"></span>Não importa a cidade em que você esteja, somos mais próximos, tanto geográfica quanto culturalmente, dos nossos vizinhos colombianos do que dos dinamarqueses. E, por isso mesmo, há esperança. Cerca de 10 anos atrás, Bogotá era uma cidade que apresentava muitos dos problemas encontrados em Rio e São Paulo. Violência. Congestionamentos. Desrespeito ao pedestre. Mas, em mais ou menos 5 anos tudo mudou. Foram dois prefeitos (ou alcaides): Antanas Mockus e Enrique Peñalosa (confira a entrevista que eu fiz com ele <a title="É preciso caráter! Entrevista com Enrique Peñalosa (parte 1)" href="http://nossoquintal.org/2009/09/04/e-preciso-carater-entrevista-com-enrique-penalosa-parte-1/">aqui</a> e <a title="Se houver mais espaço para os carros, haverá mais carros – Peñalosa (parte 2)" href="http://nossoquintal.org/2009/09/22/se-houver-mais-espaco-para-os-carros-havera-mais-carros-penalosa-parte-2/">aqui</a>) e, em cerca de 6 anos, a cidade mudou completamente.</p>
<p>Hoje, Bogotá é uma cidade-modelo, como Curitiba foi nos anos 70/80.</p>
<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/12472090' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div>
<p>Mas ainda não chegamos lá. Até porque, nos três casos citados (Copenhague, Bogotá e Curitiba), o principal agente de mudança foi o poder público. E, embora o Rio esteja em um caminho interessante, <a href="http://blog.transporteativo.org.br/2008/08/07/devagar-sempre-2/">com a criação de Zonas 30</a>, São Paulo continua muito atrás no quesito mobilidade.</p>
<h2>Mas eu sou só 1!</h2>
<p>Em Dezembro de 2010, um grupo formado por <strong>apenas 30 uns como você </strong>se reuniu e resolveu institucionalizar uma prática comum entre os ciclistas: o Bike Anjo. A ideia é simples: quando alguém quer começar a pedalar pela cidade, costuma ter dúvidas  em relação a qual bici comprar, como <a title="Dicas para o ciclista urbano" href="http://vadebike.org/category/dicas-para-o-ciclista-urbano/" target="_blank">se portar na rua</a>, quais caminhos fazer, entre outras. Ato contínuo, procura-se um amigo ou conhecido que já tenha essa prática. Mas nem todo mundo tem um amigo ou conhecido, e isso acabava atrapalhando o começo de muita gente.</p>
<p>Com a criação do <a title="Bike Anjo" href="http://bikeanjo.com.br" target="_blank">Bike Anjo</a>, qualquer pessoa só precisava acessar o site, escolher o tipo de ajuda que gostaria (sugestão de rota, acompanhamento ou aprender a pedalar) e esperar. Em breve, um <strong>voluntário </strong>se disponha a ajudar essa pessoa. A ideia fez sucesso e, logo, os voluntários já não davam conta de tantos pedidos de bike anjo. Já são<strong> mais de 300 pessoas atendidas por uma <strong>rede de 250 Bike Anjos em <a href="http://bikeanjo.com.br/onde-estao-os-bike-anjos/" target="_blank">26 cidades do Brasil</a>! </strong></strong>O projeto cresceu além-mar e chegou a Portugal, e outras cidades já têm interesse nessa ideia.</p>
<p>Só que o maior gargalo da iniciativa estava no processo de ligar o anjo ao interessado, processo que é feito na unha e exige cuidado. Por isso, o grupo se reuniu e criou um projeto no <a title="Bike Anjo no Catarse" href="http://catarse.me/pt/projects/339-bikeanjo" target="_blank">Catarse</a> que, entre outras coisas, pretende ajudar a financiar uma ferramenta que faça esse link mais rapidamente, o que tem o potencial de ajudar muito mais gente.</p>
<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/29399799' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div>
<blockquote><p><strong>PRA QUE VAI SERVIR ESSA GRANA?</strong></p>
<p>Do recurso solicitado (R$17.500) , 12% fica para a manutenção da plataforma, sendo 5% para a operadora de crédito. Restam R$15.400, sendo que eles incluem os gastos com as recompensas, estimados em R$4.000. Com isso, sobra R$11.400, que é o recurso que será utilizado para o financiamento do sistema automatizado e das ferramentas web, além de auxiliar na estrutura do Bike Anjo para outras ações.</p></blockquote>
<h3>Num mundo ideal, não precisaríamos do Bike Anjo.</h3>
<p>E nós torcemos para que ele não seja necessário em 5 anos. Mas hoje, essa iniciativa é a nossa forma, como sociedade, de tentar deixar nossas cidades mais parecidas com Bogotá ou Copenhague. E você pode ser mais um a ajudar. Para isso basta:</p>
<blockquote><p>- Doar o quanto puder por<a title="Ajude o Bike Anjo!" href="http://catarse.me/pt/projects/339-bikeanjo" target="_blank"> meio da plataforma do Catarse</a> <strong>até Sábado, às 14h!</strong></p>
<p>- Divulgar, em suas redes, o projeto e o link do Catarse: <a href="http://bit.ly/apoiebikeanjo" target="_blank">http://bit.ly/apoiebikeanjo</a></p></blockquote>
<p>Metade da grana já foi arrecadada, mas se todo o dinheiro não for doado, o valor não chega até o projeto: ele volta para os doadores.</p>
<p><strong>Então vamos lá. Faça sua parte para criar cidades mais humanas. Eu já doei!</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/'>Ativismo + Mobilização</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/transporte/bike/'>Bike</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/'>Cidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/pequenas-ideias/'>Pequenas idéias</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/bike-anjo/'>Bike Anjo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/cidades-humanas/'>Cidades humanas</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/colaboracao/'>Colaboração</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/crowdfunding/'>Crowdfunding</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/mobilidade/'>mobilidade</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1352/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1352&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitor Leal Pinheiro</media:title>
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			<media:title type="html">Bike Anjo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Enquanto o Brasil for desigual, seremos campeões em reciclagem</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/08/24/enquanto-o-brasil-for-desigual-seremos-campeoes-em-reciclagem/</link>
		<comments>http://nossoquintal.org/2011/08/24/enquanto-o-brasil-for-desigual-seremos-campeoes-em-reciclagem/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 13:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[O Problema com]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[por Vitor Leal Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[alumínio]]></category>
		<category><![CDATA[catadores de lixo]]></category>
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		<description><![CDATA[ No Brasil, a reciclagem é possível graças, em grande parte, a cooperativas de reciclagem e catadores de lixo. Enquanto a população sofre, 98% das latas de alumínio são recicladas no Brasil.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1311&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1312" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://nossoquintal.org/2011/08/24/enquanto-o-brasil-for-desigual-seremos-campeoes-em-reciclagem/cocacola/" rel="attachment wp-att-1312"><img class="size-medium wp-image-1312" title="Campanha atual da Coca-Cola" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/08/cocacola.jpg?w=300&#038;h=211" alt="Campanha atual da Coca-Cola" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão postal da campanha atual da Coca-Cola</p></div>
<p>Você já deve ter visto a campanha da Coca-Cola, que fala de otimismo e como, para cada pessimista, existem 84,5 pessoas de bem. É uma campanha gracinha, como diria a Hebe. O slogan, com o qual eu concordo &#8211; &#8220;Existem razões para acreditar. Os bons são maioria&#8221; &#8211;  é toda a razão pela qual este blog existe. Mas uma frase captou minha atenção: enquanto a natureza ainda sofre, 98% das latas de alumínio são recicladas no Brasil.</p>
<p>A frase é verdadeira, não há como negar. <a href="http://www.abal.org.br/noticias/lista_noticia.asp?id=688" target="_blank">Ano após ano</a>, o Brasil é campeão de reciclagem de alumínio, superando países como o Japão. E o Brasil consegue esse feito, vejam só, sem políticas públicas fortes de reciclagem e logística reversa. Como é possível?<br />
<span id="more-1311"></span></p>
<p>Porque é tudo uma falácia. É uma mentira disfarçada de duas verdades. E é bem fácil de fazer isso, basta correlacionar fatos que não têm ligação de causalidade. Por exemplo, você sabia que a redução no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Flying_Spaghetti_Monsterism" target="_blank">número de piratas é responsável pelas Mudanças Climáticas</a>?</p>
<div id="attachment_1315" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a href="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/08/catadores.jpg"><img class="size-full wp-image-1315" title="Catadores na região da Vila Mariana" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/08/catadores.jpg?w=450&#038;h=336" alt="Catadores na região da Vila Mariana" width="450" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Catadores na região da Vila Mariana</p></div>
<p>A Coca-Cola mostra a reciclagem brasileira como se fosse consequência de uma população otimista e educada, feliz e contente em colaborar. A impressão que fica, se não tivermos outras informações sobre o assunto, é que os brasileiros bebem refrigerantes e cervejas já pensando em jogar na caixa de coleta seletiva. E que o governo e as empresas disponibilizam caminhões para coletar esse material todo e levar para a reciclagem. Mas olha só: eu moro em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, num bairro da região central, com dezenas de bares, estabelecimentos comerciais e residências de classe média e, adivinhe, <strong>não há coleta seletiva</strong>. Tenho que pegar todos os recicláveis que separo e levar até um mercado próximo, que faz esse serviço em troca da construção de uma imagem sustentável &#8211; embora, convenhamos, é responsabilidade deles, se pensarmos pela ótica da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Logística_inversa" target="_blank">logística reversa</a>.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/JH7qVUHOf2g?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>Ou seja, a reciclagem, no Brasil, mesmo em grandes centros urbanos, quiçá em suas partes mais longínquas e inabitadas, é bastante difícil. Então como alcançamos esse status, esse troféu de maior reciclador de alumínio do mundo? Simples: <strong>temos a miséria</strong>. Temos um país extremamente desigual. Temos pobreza e pessoas que chafurdam no lixo alheio para retirar o  pão. No Brasil, a reciclagem é possível graças, em grande parte, a cooperativas de reciclagem e catadores de lixo. Assim como aqui temos quem se disponha a limpar o banheiro dos outros, temos quem navegue as ruas em busca de latas de alumínio. Ouro de tolo.</p>
<p><strong>E o irônico é que ela vai diretamente contra o que a campanha prega:</strong> otimismo. Então eu proponho que a Coca-Cola assuma uma postura mais honesta e diga a verdade:</p>
<p><strong>Enquanto a população sofre, 98% das latas de alumínio são recicladas no Brasil.</strong></p>
<p>EDITADO: A Eliane Koseki deu a dica do vídeo abaixo, uma paródia com o vídeo oficial da Coca.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/sHuZ7isfACw?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>:::</p>
<p>Em tempo: se a Coca-Cola prega a reciclagem e uma postura mais sustentável, ela esquece foi uma das grandes responsáveis pelo fim de uma das formas mais sustentáveis de se comercializar produtos: as embalagens retornáveis. <strong>Antes, vendiam o refrigerante. Hoje, vendem embalagens.</strong></p>
<p>Mais em:</p>
<p><a title="O Problema com: Reciclagem – parte 1" href="http://nossoquintal.org/2007/10/19/o-problema-com-reciclagem-parte-1/" target="_blank">O problema com a Reciclagem &#8211; Parte 1</a></p>
<p><a title="O Problema com: Reciclagem – parte 2" href="http://nossoquintal.org/2008/01/24/o-problema-com-reciclagem-parte-2/" target="_blank">O problema com a Reciclagem &#8211; Parte 2</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KAzhAXjUG28" target="_blank">Ilha das Flores</a></p>
<p><a title="Estamira" href="http://www.estamira.com.br/" target="_blank">Estamira</a></p>
<p><a href="http://www.lixoextraordinario.net/" target="_blank">Lixo Extraordinário</a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/artetude/" target="_blank">Mundano</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/'>Cidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/ativismo-mobilizacao/o-problema-com/'>O Problema com</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/politicas-publicas/'>Políticas Públicas</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/aluminio/'>alumínio</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/catadores-de-lixo/'>catadores de lixo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/coca-cola/'>Coca-Cola</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/cooperativa-de-reciclagem/'>cooperativa de reciclagem</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/lixo/'>lixo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/miseria/'>miséria</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/otimismo/'>otimismo</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/pobreza/'>pobreza</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/reciclagem/'>reciclagem</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1311/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1311&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitor Leal Pinheiro</media:title>
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			<media:title type="html">Campanha atual da Coca-Cola</media:title>
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		<media:content url="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/08/catadores.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Catadores na região da Vila Mariana</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Bicicletários e centros culturais</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/08/22/bicicletarios-e-centros-culturais/</link>
		<comments>http://nossoquintal.org/2011/08/22/bicicletarios-e-centros-culturais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 13:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[por Vitor Leal Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Vida lúdica]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida paulista]]></category>
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		<category><![CDATA[centro cultural]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma semana, a Aline Cavalcante (também conhecida como @pedaline) deu um passeio pela Paulista na companhia do João Lacerda e este que vos fala. A ideia era visitar os Centros Culturais da Avenida e descobrir se eles estão preparados para receber usuários que usem a bicicleta como meio de transporte.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1303&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/27957146' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div>
<p>Há uma semana, a Aline Cavalcante (também conhecida como <a href="http://www.twitter.com/pedaline">@pedaline</a>) deu um passeio pela Paulista na companhia do <a href="http://www.twitter.com/lacerdices" target="_blank">João Lacerda</a> e este que vos fala. A ideia era visitar os Centros Culturais da Avenida e descobrir se eles estão preparados para receber usuários que usem a bicicleta como meio de transporte. O resultado é o vídeo acima . Confiram, espalhem, cobrem os responsáveis. E, claro, parabéns para o Parque Mario Covas, que levou a nota máxima no quesito Bicicletário.</p>
<p>Bonus: <span id="more-1303"></span>eu acompanhei, fazendo a proteção do Lacerda com a câmera, entre outras coisas menos glamourosas, como secar o suor no rosto da @pedaline. Ainda assim, apareço de papagaio de pirata em 3 ocasiões. Um prêmio pra quem me avistar. <img src='http://s2.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Segue a descrição do vídeo:</p>
<blockquote><p>A avenida Paulista concentra várias opções culturais em São Paulo e é sem dúvida uma das melhores opções para o paulistano e turistas em busca de lazer no fim de semana. Parques, cinemas, centros culturais, pode-se encontrar de tudo por ali. Porém, você já pensou em fazer esse roteiro cultural de bicicleta? Nós pensamos e resolvemos registrar.</p>
<p>Pedalamos num lindo sábado ensolarado pela avenida cartão postal da cidade da avenida da Consolação até o Paraíso para fazer o teste e ver como os estabelecimentos recebem os ciclistas.</p>
<p>O teste foi feito da seguinte maneira: nossa repórter com sua bicicleta se dirigia ao segurança do local e perguntava onde poderia guardar sua bicicleta. Avaliamos a forma como ela foi recebida e o local a que ela foi encaminhada.</p>
<p>INSTITUTO CERVANTES Av. Paulista, 2439<br />
O instituto fica bem em frente à Praça do Ciclista, um local provido de um bicicletário ao ar livre, o nosso ponto de partida. O recepcionista, bastante solícito, disse que não havia local para deixar a magrela, mas se comprometeu a “vigiá-la” durante nossa estada. Deixou-nos estacionar na frente do instituto, porém o local não era seguro e não dispunha de nenhum aparato para trancar a bicicleta.</p>
<p>Nota: 1 (de 0 a 5)<br />
Pessoal não treinado para receber ciclista e falta completa de estrutura. As vezes não é necessário dispor de um bicicletário próprio, apenas o fato de saber informar (no caso, havia um bicicletário na praça, há poucos metros dalí) já ajuda e muito.</p>
<p>CONJUNTO NACIONAL Av. Paulista, 2073<br />
Perguntado sobre onde poderíamos estacionar a bicicleta, o segurança do tombado Conjunto Nacional nos informou sobre o estacionamento “UseBike” dentro do prédio. Nos foi dado o direcionamento e permitido a entrada com a bicicleta por dentro do edifício.</p>
<p>Nota 4 (de 0 a 5)<br />
Deixou de levar a nota máxima pela estrutura inapropriada, que nos obriga a prender pela roda, podendo danificar a estrutura e não cabe alguns tipos de roda.</p>
<p>PARQUE MÁRIO COVAS<br />
Nem foi preciso perguntar a ninguém sobre a existência de bicicletário. A placa na entrada já nos recepcionava da melhor forma possivel: informando do bicicletário e o horário de funcionamento. Para nossa satisfação total o modelo do paraciclo era perfeito. Permitia prender a bicicleta pelo quadro e roda, e ficava num local privilegiado.</p>
<p>Nota 5 (de 0 a 5)<br />
Serve de exemplo para todos. Modelo ideal e comunicação visual eficiente.</p>
<p>MASP<br />
Local de forte concentração turística, marco da arte e da arquitetura brasileira idealizado por Lina Bo Bardi. Nos sentimos completamente excluídos. A recepcionista foi grosseira e nos disse um “não” com todas as letras. “Não tem onde estacionar sua bicicleta”. “Pare ali atrás se quiser, nós não nos responsabilizamos por nada”.</p>
<p>Nota 0 (de 0 a 5)<br />
Não dispor de um local apropriado para estacionar a bicicleta é um problema, não receber orientações para indicar um local próximo para fazê-lo é um forte agravante. Pela desconsideração com os ciclistas, a nota do MASP é zero.</p>
<p>FIESP<br />
No momento acontece o FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Ao nos ver chegando com nossas bicicletas, o segurança já apruma o corpo certo de sua resposta. “Não”, antes mesmo de terminarmos a frase. “Não tem onde estacionar. Tenta esse estacionamento de carro aí ao lado”. Não gostamos do tratamento, mas resolvemos tentar mesmo assim: “Não senhora, esse estacionamento é só para carros”. É, este ano não vamos ver o FILE.</p>
<p>Nota 0 (de 0 a 5)<br />
O mesmo caso do MASP. Quem sabe, pro FILE de 2012, não pensem no público ciclista que quer visitar ao festival</p>
<p>RESERVA CULTURAL<br />
Cinema cult da avenida. O simpático recepcionista nos dá a má notícia da falta de bicicletário, porém se recorda de ter um estacionamento de carros com um quiosque da “UseBike” logo alí ao lado. Na frente do tal estacionamento, nenhuma placa informa a existência de bicicletário. Encontramos apenas um “proibido moto”. Descemos para conferir e sim, havia alí um local seguro e decente para estacionarmos.</p>
<p>Nota 3 (de 0 a 5)<br />
Apesar de não ter um lugar próprio, nos deram a informação correta. A falta de placas na entrada e o modelo inapropriado do bicicletário (que prende pelas rodas) foram pontos negativos.</p>
<p>ITAÚ CULTURAL<br />
O segurança do instituto nos informa da existência de um bicicletário próprio logo ao lado. Nos empolgamos com a notícia mas não foi tão bom quanto poderia. O local foi parcialmente adaptado para incluir o ciclista. Existe um degrau na entrada e algo como um duto de ar condicionado bem baixo, onde se pode bater a cabeça facilmente. Por fim o modelo de bicicletário é pouco seguro pela falta de estrutura para prender a bicicleta pelo quadro. Além disso, os modelos “açougue” são de dificil utilização por exigirem que o ciclista erga a bicicleta.</p>
<p>Nota 3 (de 0 a 5)<br />
Nos deram a informação correta sobre o local do bicicletário e a solução para melhorar o lugar é fácil. Uma simples reforma e colocação de placas informando do bicicletário já faria do Itaú Cultural um local amigo do ciclista. A retirada da placa informando sobre o bicicletário ser uma cortesia e insentando sua responsabilidade sobre a bicicleta seria de bom tom. Já que ter um bicicletário é lei (lei municipal 12.266/07) e o código de defesa do consumidor diz que a responsabilidade sobre o veículo é do estacionamento.</p>
<p>CASA DAS ROSAS<br />
Um dos locais mais agradáveis da cidade, possui um restaurante em meio às árvores e também um bicicletário patrocinado instalado em local nobre. Não precisamos perguntar e nem descer a lugar algum, alí estava ele, azul e pronto para servir-nos.</p>
<p>Nota 4 (de 0 a 5)<br />
Perdeu a nota máxima pelo modelo inapropriado escolhido, desses que prendem pela roda. Mas ganha nosso respeito e admiração pelo fato de existir e não estar colocado na sarjeta.</p>
<p>Música do baianasystem</p></blockquote>
<br />Filed under: <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/transporte/bike/'>Bike</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/'>Cidades</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/por-vitor-leal-pinheiro/'>por Vitor Leal Pinheiro</a>, <a href='http://nossoquintal.org/category/cidades/vida-ludica/'>Vida lúdica</a> Tagged: <a href='http://nossoquintal.org/tag/avenida-paulista/'>Avenida paulista</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/bicicleta/'>bicicleta</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/bicicletario/'>bicicletario</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/bike/'>Bike</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/centro-cultural/'>centro cultural</a>, <a href='http://nossoquintal.org/tag/sao-paulo/'>São Paulo</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bambooblog.wordpress.com/1303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bambooblog.wordpress.com/1303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1303&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Vitor Leal Pinheiro</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pôneis malditos = trânsito bendito</title>
		<link>http://nossoquintal.org/2011/08/03/poneis-malditos-transito-bendito/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 16:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Leal Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carros X Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[por Vitor Leal Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
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		<category><![CDATA[nissan]]></category>
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		<category><![CDATA[suv]]></category>
		<category><![CDATA[tanque]]></category>

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		<description><![CDATA[o carro é uma arma, e se todos tivessem pôneis embaixo do capô, talvez o trânsito fosse mais seguro para todos. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nossoquintal.org&#038;blog=1402377&#038;post=1286&#038;subd=bambooblog&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1287" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/bortescristian/3792487987/"><img class="size-medium wp-image-1287" title="Pôneis benditos" src="http://bambooblog.files.wordpress.com/2011/08/ponei.jpg?w=300&#038;h=168" alt="Pôneis benditos" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Pôneis benditos, foto de bortescristian</p></div>
<p>Se você não passou a última semana debaixo de uma pedra. Se você acessou o <a class="zem_slink" title="Facebook" href="http://facebook.com" rel="homepage">Facebook</a>, <a class="zem_slink" title="Twitter" href="http://twitter.com" rel="homepage">Twitter</a> ou qualquer rede social. Se você viu o <a class="zem_slink" title="YouTube" href="http://www.youtube.com/" rel="homepage">Youtube</a>, ou conversou com alguém em um bar ou restaurante, ouviu a música: Pôneis malditos, pôneis malditos, lalalalalala&#8221;. A campanha espalhou-se pela internet quase tão rápido quanto aquela <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE" target="_blank">Oração</a>, de uma certa banda autointitulada La más guapa. Ouvi os mais diferentes comentários, desde gente gostando dos tais pôneis, até aqueles que gostariam de ter criado a campanha.</p>
<p>E admito, é muito bem sacada. Mas, o assunto aqui é outro.</p>
<p><span id="more-1286"></span><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/27167171' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p>Dados alguns acontecimentos recentes, me pergunto se enaltecer os 172 cv de um veículo utilitário, que nunca verão mais do que uma estradinha vicinal de terra batida, é algo louvável. Afinal, para que tantos cavalos de raça para acelerar entre um farol e outro? Se você não passou a última semana debaixo de uma pedra. Se você acessou as mídias sociais ou leu o jornal, deve ter visto o caso de uma garota de 28 anos, dirigindo um <a class="zem_slink" title="Land Rover" href="http://www.landrover.com/" rel="homepage">Land Rover</a> (que deve ter puros sangues sob o capô) a uma velocidade incompatível com a cidade, alcoolizada, acertar um muro, capotar o carro, sair ilesa, mas atropelar um inocente, que voltava a pé para casa <strong>justamente por não beber e dirigir. </strong>Antes disso, vimos outro caso parecido, de um <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2011/07/09/porsche-150-km-se-envolve-em-acidente-com-uma-morte-no-itaim-bibi-em-sp-924871774.asp" target="_blank">Porsche, a 150 Km/h, acertar um Tucson e matar uma pessoa</a>. O motorista, também nesse caso, estava embriagado.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='450' height='284' src='http://www.youtube.com/embed/X3yGSJE53kU?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>A questão aqui é: as pessoas estão dirigindo carros cada vezes maiores, cada vez mais potentes. Apesar disso, a imprudência reina. E eu não me eximo de culpa: sei como é estar do outro lado, entendo o <a title="Pecados Ambientais" href="http://nossoquintal.org/2007/12/03/pecados-ambientais/">apelo da velocidade</a>.  O problema é que <strong>temos uma tendência a esquecer que o carro, no fundo, é uma arma, que ele mata.</strong> (E, por sinal, se você quer matar alguém e sair impune, basta atropelar)</p>
<p>Dirigir um veículo de 172 ou mais cavalos em uma cidade, ou mesmo em uma estrada é um grande absurdo, comparável a sair por aí carregando uma escopeta carregada. Você brincaria com uma arma de fogo depois de tomar uns <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rQ6tmLj1nzo" target="_blank">bons drink</a>? Ou sairia por aí, apontando na cara das pessoas, só porque você sente que tem direito a isso? Se todos tivessem pôneis embaixo do capô, talvez o trânsito fosse mais seguro para todos.</p>
<p>Ah, e talvez você também tenha visto, caso não more sob o já mencionado mineral, a notícia do prefeito europeu que radicalizou na luta contra estacionamentos irregulares e desrespeito no trânsito. Como disse o <a href="http://twitter.com/lacerdices" target="_blank">João Lacerda</a>, <em>enquanto na<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/953175-prefeito-lituano-passa-com-tanque-em-carro-parado-em-local-proibido.shtml" target="_blank"> Lituânia</a> eles passam com um tanque em cima de um carro estacionado, aqui, eles passam com um carro, que parece um tanque, por cima de pedestres indefesos.</em> O.o</p>
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