E se todo o chão fosse verde? - Foto de @dysprosio
Já postamos aqui sobre as Vagas Vivas, que são intervenções nas ruas, que retomam o espaço urbano público perdido para os automóveis privados e os transformam, por períodos curtos de tempo, em espaços de vivência.
A ideia surgiu em São Francisco, lá em 2005 , quando um coletivo de aRtivistas chamado Rebar ocupou uma vaga na rua da cidade, colocou bancos de praça e grama e pagou o parquímetro durante todo um dia. A intenção do coletivo era repensar a cidade e como usamos os espaços públicos. Em São Francisco, por exemplo, 70% do espaço público é dedicado ao automóvel, enquanto só uma pequena fração é voltada para a população. O nome dado à instalação, Park(ing), é uma brincadeira com o infinitivo do verbo “estacionar” (parking) e a palavra Parque (park). Era um parque instantâneo e o sucesso foi tal que institui-se o Park(ing) day, um evento mundial, que acontece no dia 17 de setembro em diversas cidades, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro. Aqui, o nome dado foi Vaga Viva, não menos - quiçá mais – poético.
Sinta-se na Vaga Viva - foto de @dysprosio
A sensação de estar na Vaga Viva é realmente especial. No ano passado, estive na da Padre João Manoel, e pude ver de perto como as pessoas reagem a reapropriação desse espaço. Pessoas, em horário de almoço, sentavam-se e batiam papo com desconhecido, liam o jornal do dia, comiam um lanche, tiravam o sapato para descansar os pés. Teve até uma família, pai, filha e cachorro, que chegaram de bicicleta e fizeram a festa.
Mas, como eu disse no post anterior, às vezes, uma foto ou uma ação podem mudar o mundo. E foi mais ou menos isso que aconteceu na cidade que originou o Park(ing) day. A notícia já tem mais de um mês (desculpem o atraso em postar), mas lá em São Francisco, a prefeitura está testando essa reapropriação do espaço como política pública, e pretende criar permissões para comércios criarem pequenos parques e praças permanentes em frente ao seu estabelecimento. É uma vaga a menos de carro, por sinal a mais valiosa para um café ou uma loja, mas também é um espaço a mais de vivência. Certamente mais pessoas passarão a frequentar um lugar que se torna tão mais agradável para os seres humanos.
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#Ficadica: se você quer fazer sua própria vaga viva, no ano passado eu e o @dysprosio fizemos a tradução do manual da Vaga Viva da Rebar, que está disponível para download em PDF.
Em tempo: para ver mais fotos da Vaga Viva 2009, em São Paulo, acesse o álbum do João Lacerda (o @dysprosio). Aproveite e pergunte pra ele o porquê desse nick.
Eu não sei se você lê o Destak, mas na terça-feira o André Pasqualini, cicloativista e diretor do Instituto CicloBR, escreveu sobre o uso do capacete para ciclistas, em sua coluna semanal.
O texto, que vale a leitura, gerou bastante polêmica. Os ciclistas estão divididos e os motoristas morrendo de medo. E a galera do proíbe já quer legislar e obrigar ciclista a usar boné de isopor.
Resolvi me pronunciar sobre o assunto em apoio ao André. Resolvi dizer, já preparado para ouvir muita coisa, porque pedalo sem capacete na cidade. Read the rest of this entry ?
Quando, quase dois anos atrás, eu decidi que não teria mais carro, muito embora sempre tivesse paixão por automóveis, eu pensava exclusivamente em minha contribuição para o trânsito na cidade. O que eu não sabia era que, com essa decisão, recuperei também minha qualidade de vida. Se antes eu vivia pensando em como a vida seria mais fácil se tivesse um carro, depois dessa decisão, passei a encontrar as vantagens de caminhar e usar transporte público. Read the rest of this entry ?
Quer dizer, o William Cruz sabe. Ele vai juntar as duas coisas, acabar com o dilema, e casar de bike!
E o legal é que ele convidou todo mundo, todo mundo mesmo, a fazer uma procissão até o cartório. A única regra é ir de bike. Se você não tem uma, pegue emprestado na Garagem São Luis ou no Conjunto Nacional (ou qualquer outro ponto do UseBike).
Eu estarei lá. E, claro, cycle chic. Afinal, casamento vale o esforço extra.
Para comemorar o Dia Mundial Sem Carro, aproveito para colocar aqui a segunda parte da entrevista com Enrique Peñalosa. Se você perdeu a primeira, leia aqui. Apareça hoje na Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro.
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Dizem que a densidade urbana é boa para o meio ambiente. Mas como ela afeta a qualidade de vida das pessoas?
Falar sobre densidade lembra-me da discussão política entre direita e esquerda. Cada pessoa que fala sobre isso tem um significado diferente em mente. Densidade não é necessariamente um edifício de 50 andares, particularmente não em prédios residenciais. Read the rest of this entry ?
Rua Galvão Bueno repleta de carros. Foto Tony Gálvez via Flickr
Uma das dificuldades em pedalar pela cidade é que a bicicleta é vista, pela maioria, como instrumento de lazer. Então, se você está pedalando no trânsito, está passeando. E em uma cidade utilitarista como Sampa, isso é inadmissível, já que você estará atrapalhando a mobilidade de outras pessoas. Superficialmente eu poderia responder que também estou indo trabalhar e a discussão se encerraria aí. Por outro lado, se eu quiser ir realmente ao cerne da questão Read the rest of this entry ?
Fiz essa entrevista com Enrique Peñalosa para uma edição especial de uma revista, mas ela acabou não saindo (a entrevista. A revista eu aviso assim que for pra rua). No fim é bom: fica tudinho aqui pro blog. Foram 10 perguntas, das quais as 5 primeiras seguem logo abaixo. Confira!
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Enrique Peñalosa foi prefeito de Bogotá, na Colômbia, entre 1998 e 2001. Nesse período, cortou vagas no centro, construiu ciclovias, reformou calçadas e revolucionou o transporte público da cidade com o Transmilênio, corredores de ônibus rápidos que faz as vezes do metrô. Com isso, mudou a cara da capital do país, trazendo qualidade de vida para a população e atraindo os olhares de todo o mundo. Fizemos 5 perguntas sobre o futuro das cidades. Confira o que ele tem a dizer. Read the rest of this entry ?
Como eu falei aqui, resolvi escrever dois posts sobre meu encontro com o ônibus da viação Tranppass. Já se vão quase dois meses e ainda não pedalo como antes, em parte porque minha bike ainda não foi consertada (estou esperando sair a grana do seguro), em parte porque pedalar a bike dos outros não é a mesma coisa. Mas vamos às reflexões. Read the rest of this entry ?
Hoje é um dia feliz. O Kassab aprovou a transferência do Pró-Ciclista da Secretaria do Verde e Meio Ambiente para a Secretaria de Transportes. Escrevi há algumas semanas sobre a importância dessa mudança. Basicamente, ela simboliza a bicicleta sendo vista como meio de transporte, e não apenas como lazer de final de semana. Como disse o Eduardo Jorge Read the rest of this entry ?
Alexandre de Moraes, Kassab e Eduardo Jorge Foto cortesia de Ciclobr
Quem acompanha o blog sabe do meu “acidente” e sobre a carta aberta que escrevi para Alexandre de Moraes e Eduardo Jorge. Ainda estou devendo um segundo post sobre o ocorrido, mas primeiro vou tratar da repercussão causada pela carta e os acontecimentos subseqüentes (eu gosto da trema, dá licença?) Read the rest of this entry ?
De um ano para cá, este blog cresceu muito, quase dobrando a média diária de acessos (e em alguns momentos, triplicando). Por outro lado, olhando as estatísticas, percebi que alguns post interessantes acabam passando em branco nessa história. Por isso, resolvi repostar algumas coisas aqui que rolaram 1 ou 2 anos atrás – e que muita gente não viu. Para quem já viu, é a oportunidade de relembrar. Espero que gostem.
Você percebe que as coisas estão mudando quando começa a ver as mesmas atitudes reverberando por todos os lados. Continua>>>
O texto abaixo é um e-mail aberto a todos, enviado por mim para aqueles que são responsáveis pela segurança de milhões de paulistanos. Leia, encaminhe, divulgue.
Caros secretários Eduardo Jorge e Alexandre de Moraes,
No último dia 7 de maio, fui atropelado por um ônibus. Felizmente, estou bem. Por sorte não faço parte das estatísticas da CET sobre mortes relacionadas ao trânsito. Por isso o título dessa mensagem, e por isso escrevo esta mensagem: em nome daqueles que não tiveram a mesma sorte. Read the rest of this entry ?
Daí que eu sofri um acidente – que não foi acidente. Quinta-feira passada (7/5) eu estava, como muitas vezes faço, pedalando pro trabalho e um ônibus aconteceu. Eu estava subindo minha rua, cerca de 3 quarteirões do meu prédio, quando um ônibus tira uma fina e pára no ponto 3 metros na minha frente. Ultrapassei rapidamente e, vejam só, não disse nada. Resolvi que não queria me irritar neste dia, já que estava voltando a ter prazer nas minhas pedaladas diárias. Read the rest of this entry ?
Einstein formulou a Teoria da Relatividade enquanto pedalava
Este é um repost, livremente traduzido, de um texto muito bom encontrado no Treehugger. Peço que prestem muita atenção a essas advertências, que deveriam vir acompanhadas de fotos, à La “Ministério da Saúde adverte”, em cada bicicleta vendida.
Se você está pensando em trocar o carro pela bicicleta, é importante que você conheça as repercurssões dessa escolha. Leia abaixo 8 efeitos colaterais que seu médico ou o vendedor da bike pode ter esquecido de comentar: Read the rest of this entry ?
Meia centena de ciclistas urbanos, entre eles eu, resolveram se juntar e escrever uma carta aberta, para que também tivéssemos nossa voz na discussão sobre ciclovias, bicicletas alugadas e respeito no trânsito. A carta cresceu tanto que virou um Manifesto. O Manifesto dos Invisíveis. Confira abaixo. Se você gostou e concorda com o que foi dito, assine também. Basta deixar um comentário e incluirei o seu nome.
Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar? Read the rest of this entry ?
Fiz um trabalho, na minha pós, sobre o uso da bicicleta como alternativa ao carro nas grandes cidades. No caso, São Paulo. Compartilho aqui com vocês. Essa foto aí ao lado, é da Bicicletada de maio, que eu fui. Em breve escreverei um post com mais fotos e o como foi a experiência. Quem tiver paciência, tem bastante informação sobre o assunto.
Já faz algum tempo que não consigo postar aqui no Bamboo. Ainda bem que, na minha ausência, a Renata postou alguns textos, senão o blog acabaria às moscas. O problema é que eu estou fazendo uma pós agora, Gestão de Sustentabilidade na FGV e, entre trabalho, freelas e pós, não sobra tempo nem pra ler as dezenas de posts que existem no meu Google Reader, quiçá escrever aqui o que eu acho interessante. Read the rest of this entry ?
O mais interessante de escrever (e praticar) sustentabilidade é que as coincidências são constantes. Ou melhor, talvez nenhuma seja coincidência, tudo depende do que você acredita. E o assunto dessa semana, não tem jeito, é bicicleta. Read the rest of this entry ?
Semana passada fiz um post sobre bicicletas e a falta de ciclovia em São Paulo. Nele, comentei que os poucos quilômetros são infestados por postes, camelôs e outros problemas. E não é que ontem flagrei um péssimo exemplo dado pela equipe da prefeitura? Read the rest of this entry ?
@rfzanoni @carlosaranha Na verdade, só uso o filtro de barro pq a água fica a uma temperatura mais baixa sem ser gelada. Está sempre fresca. 2 weeks ago