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Cidades e Soluções Especial

julho 2, 2009

Cidades e SoluçõesDaí que eu fui convidado a participar do Cidades e Soluções Especial Meio Ambiente, em comemoração aos 100 programas gravados e 3 anos no ar. O programa girou em torno de 4 grandes temas da sustentabilidade: água, lixo, energia e construções sustentáveis. A idéia era discutir esses temas com dois especialistas convidados, Sérgio Besserman e Eugenio Singer, a partir de perguntas feitas pela platéia e por internautas.

Minha pergunta foi uma das escolhidas e eu indaguei sobre os melhores meios para se fomentar as construções sustentáveis, se por meio de legislação obrigue as mudanças ou incentivos que premiem quem faça algo. A pergunta foi inspirada por este vídeo de Barry Schwartz sobre a perda da sabedoria prática e como os incentivos e leis exagerados deram origem a muitos dos problemas atuais. Além disso, pensei neste artigo por Donella H. Meadows, sobre os 12 pontos de alavanca para intervir em um sistema e alterá-lo. Já tratei desse assunto, de maneira diferente, neste post sobre Conexões, em que convidei os leitores a refletir e comentar sobre o assunto. Me parece que o post não fez muito sucesso, mas o Denis Russo, do Sustentável é Pouco, acabou escrevendo um ótimo post sobre o assunto: Como melhorar o mundo.

Cidades e SoluçõesPara ser sincero, não fiquei muito contente com a resposta dada. Achei que ficou meio no ar, e senti que o que eu perguntei não foi efetivamente respondido. Tudo bem, é mesmo difícil de saber a melhor saída nessas horas. O que me incomodou mesmo foi o que foi falado no bloco sobre energia.

Primeiro, o consultor Eduardo Singer diz que o petróleo do pré-sal vai ajudar a resolver o problema do Diesel Limpo, já que tem menor teor de enxofre. Pra mim, soa a heresia. O problema do Diesel Limpo é outro, e eu não vou me estender num assunto que já falei antes. De qualquer maneira, por mim o pré-sal era logo fechado e deixado lá, mas são outros quinhentos. Por coincidência, o Denis Russo falou sobre o pré-sal ontem. Leiam, porque vale a pena.

Depois, veio uma pergunta sobre o trânsito, e o economista Sérgio Besserman disse que bicicleta é uma opção “onde for viável”. Bem, viável vem de via, será q foi essa a idéia? Onde tiver uma rua pode entrar bicicleta? lol. Mas tudo bem, ele falou coisas interessantes, como a necessidade de investimento em transporte público, restrição aos automóveis (pedágio urbano, extinção de vagas no centro), a necessidade de home offices e o uso da tecnologia para diminuir a necessidade de mover pessoas quando se pode transportar dados. Mas aí começa o absurdo: “seria maravilhoso que todo mundo pudesse ter um carro e andar à vontade pela cidade”. Pelo menos ele diz que isso já não é possível, que esse tempo “passou” (se é que algum dia foi, não é?).

Calma, piora.

Eduardo Singer, que lembra de um certo banco, ao falar que SP é uma cidade 30 horas, comenta que é “necessário promover o transporte solidário” e permitir que faixas exclusivas para ônibus sejam liberadas para quem dirige com um carona. Confesso que, nesse momento, foi difícil não levantar a voz e proclamar a bobagem que estava sendo dita, mas fiquei quieto, fazer o que, e faço minha crítica aqui. Carona solidária nunca foi nem nunca será solução, é um mero paliativo, vendido por montadoras mas sem resultados efetivos. Pior: é uma péssima idéia tirar ainda mais espaço do transporte público para cedê-lo ao individual motorizado, como você pode se lembrar neste post.

Críticas à parte, o programa fala sobre muitos assuntos interessante e esclarece diversos pontos sobre os temas abordados. Se você leu até aqui e quer assistir ao especial do Cidades e Soluções, é só clicar aqui, para a primeira parte, e aqui, para a segunda parte. Eu sou o último a perguntar. Na dúvida, é só procurar a pessoa que se confunde e acaba gaguejando. 😉

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4 comentários

  1. Concordo com suas críticas, interessante pensar em como são selecionados os chamados especialistas… como eles se movem, de coletivo, de bici?
    Ir a eventos assim às vezes é frustrante pois dá vontade de perguntar “E ai pessoal, quem veio de bumba?” bem maloca mesmo, só pra tirar uma onda.
    Valeu pelo post, muito bom!


  2. Carona tomando lugar de ônibus é estupidez mesmo, mas daí a dizer que não tem seu valor… não sei. São Francisco tem um programa legal de carona, os “car-poolers” pagam pedágio mais barato e podem usar uma faixa exclusiva (que não é dos ônibus), e em todo canto existem blosões para os carros pegarem e deixarem os caronas sem atrapalhar o trânsito. Precisa muito planejamento e força de vontade para fazer as coisas bem feitas…


  3. umhuuuuuuuuuuuummmmmmmmm!!!!!!!!!!!!


  4. livre para se espresar



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